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A liberdade religiosa é um dos direitos assegurados pela Constituição Brasileira que garante o livre exercício dos cultos religiosos e a proteção aos locais de culto e as suas liturgias.

A convivência entre diferentes crenças nem sempre é fácil, ainda mais se elas estiveram “lado a lado”. Mas um terreiro de umbanda e uma igreja evangélica no bairro Eugênia Maria, em Campina Grande do Sul, vêm mostrando que é possível diferentes religiões conviverem em harmonia. O terreiro e igreja convivem “lado a lado” na Rua Luiz Collere, Nº 192. 

Perguntados pela reportagem do Jornal União sobre o segredo da boa convivência, o pai de santo Robson Rissato, 47 anos, e o pastor Davi Barbosa, 40 – líderes das duas denominações religiosas – foram unânimes em afirmar que o respeito é o pilar fundamental para manter a política da boa vizinhança.

Pai De Santo Robson Rissato Responsavel Pelos Trabalhos No Terreiro Pai Joaquim Terreiro De Umbanda E Igreja Evangélica Convivem Harmonicamente “Lado A Lado” No Eugênia Maria
Pai de santo Robson Rissato, responsável pelos trabalhos no Terreiro Pai Joaquim

“Quando respeitamos as crenças do outro, reconhecemos o direito de cada indivíduo à sua própria fé e visão de mundo. Cada religião possui suas tradições, rituais e ensinamentos, e todos merecem ser valorizados”, destaca o pai de santo Robson Rissato.

Já para o pastor da Igreja Evangélica Assembleia de Deus, Davi Barbosa, é preciso vencer as barreiras do preconceito no Brasil. “Nós vivemos em um país laico e cada um de nós temos o direito de escolha de nossa religião. Muitas religiões compartilham princípios universais, um deles é o amor que foi justamente o ensinamento maior deixado por Cristo. Ao focar no que nos une, em vez daquilo que nos separa, isso faz com que olhamos para nosso próximo com sentimento de humanidade”, comenta.

Pastor Davi Barbosa Dirigente Da Igreja Assembleia De Deus Terreiro De Umbanda E Igreja Evangélica Convivem Harmonicamente “Lado A Lado” No Eugênia Maria
Pastor Davi Barbosa, dirigente da Igreja Assembleia de Deus

Enquanto a reportagem do Jornal União estava conversando com o pai de santo – momentos antes dos trabalhos no terreiro começarem – era possível ouvir o ensaio musical com os cânticos evangélicos que eram entoados na igreja ao lado. O mesmo ocorreu dentro da igreja evangélica, minutos antes do culto começar, com os batuques dos tambores que reverberavam da parte de trás do altar.

A política da boa convivência também se aplica ao estacionamento que acaba sendo compartilhado entre os fiéis das duas organizações religiosas. “Quando chego para o culto alguns carros dos membros do terreiro estão estacionados em frente à igreja. Eu particularmente nunca me importei ou falei para retirarem, nunca tivemos problemas nesse sentido”, revela o pastor Davi Barbosa.

Da mesma forma acontece com os umbandistas e frequentadores do terreiro. “A orientação que repasso aos que vêm ao terreiro é que procurem não trancar a entrada da igreja”, conclui o pai de santo.

Em um mundo diversificado como o nosso, a existência de diferentes religiões é uma realidade inegável. Cada religião, com seus próprios ensinamentos e tradições, contribui para a rica tapeçaria da experiência humana. No entanto, essa diversidade muitas vezes é marcada por conflitos e mal-entendidos. Para superar isso, o respeito às diferenças religiosas é essencial.

Respeitar as diferenças religiosas não significa apenas tolerar a existência de outras crenças, mas envolve um esforço ativo para entender e apreciar as tradições e valores dos outros, pode-se começar com isso com o compartilhamento de estacionamento. É de passo em passo que vamos deixando os pré-conceitos para trás.  Significa reconhecer que, apesar de nossas diferenças, todos compartilhamos uma humanidade em comum.

Além disso, o respeito às diferenças religiosas pode ser uma força poderosa para a mudança social. As religiões, em sua essência, ensinam a importância do amor, da compaixão e da justiça. Ao respeitar e aprender com as diferentes tradições religiosas, podemos trabalhar juntos para construir um mundo mais justo e compassivo.

Foto: Adilson Santos / Jornal União

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