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Roubos frequentes à indústrias da Cicamp e quedas na energia elétrica da região levaram a QBCAMP (Associação Empresarial e Comercial de Quatro Barras e Campina Grande do Sul) a reunir empresários na sede da entidade na última quinta-feira (20) com o objetivo de debater esses assuntos. No encontro, estiveram presentes representantes da Prefeitura Municipal, da Guarda Municipal e da Polícia Militar.

A reunião foi motivada porque os empresários, sobretudo da Cicamp, vivem um clima de insegurança. Na última semana três roubos foram cometidos no mesmo dia contra três empresas da região. Os empreendimentos afetados atuam no segmento de produção de telas, distribuição de vestuário e perfumaria e cosméticos. Nas três situações, ferramentas, mercadoria e computadores foram subtraídos pelos criminosos.

Não bastasse a inseguridade, os empresários também reclamam do atendimento da Companhia de Energia Elétrica (Copel), pois segundo eles, tem havido frequentes oscilações na rede e, em certas situações, chegam a ficar horas sem energia elétrica. As interrupções têm afetando diretamente na produção e acarretando em danos ao maquinário que depende da energia elétrica para funcionamento. Conforme eles alegam, o problema se agravou ainda mais depois do vendaval registrado na semana retrasada.

Representando a Secretaria Municipal de Segurança e Ordem Pública, o secretário Jefferson Cordeiro da Rosa, destacou a importância da reunião e as tomadas de decisões que serão feitas depois. “É preciso pensar numa maneira de trabalhar em conjunto, de forma convergente, mas é importante destacar que a Polícia, assim como a Guarda Municipal, devem agir contando sempre com o apoio da comunidade. Sugerimos aos empresários que instalem – ao menos uma câmera – para captar imagens das vias em frente às empresas, pois isso facilita a identificação de veículos e pessoas suspeitas”, iniciou.

Complementando a instalação de equipamentos por parte do setor privado, a Secretaria de Segurança e Ordem Pública, por sua vez, informou que vem implementando um sistema de inteligência composto por câmeras com tecnologia de reconhecimento da placa veicular, capaz de monitorar os veículos que entram e saem do município.

A intenção, segundo Jefferson Cordeiro, é regionalizar esse monitoramento para a Cicamp. “Vamos cercar a área industrial com esse sistema. Em um prazo de 15 dias os primeiros equipamentos já estarão em funcionamento, levando mais segurança e tranquilidade não só aos empresários como aos moradores”, garantiu.

O cabo Mattos, da PM, esteve presente na reunião representando o Comando do 29º Batalhão da Polícia Militar, responsável pelo policiamento em Campina Grande do Sul e nas cidades adjacentes. Ele garantiu o reforço nas rondas policiais na região da Cicamp, principalmente no período noturno onde costumam ocorrer a maioria dos crimes.

O crescimento econômico e demográfico de Campina Grande do Sul foi destacado na reunião pelo secretário municipal de Indústria e Comércio, Venício Ferreira. Segundo ele, o número de indústrias no município cresceu significativamente nos últimos anos – saltando de 95 para 150 empresas – com destaque para o bairro Cicamp, que hoje concentra a maior parte de indústrias da cidade. “Esse crescimento demanda ações efetivas do poder público em várias áreas, incluindo a segurança pública. Estamos à disposição para articular medidas que contribuam para melhorias na segurança pública”, garantiu.


Para o presidente da QBCAMP, Luiz Minatti, é preciso colocar em prática as ações propostas na reunião. “Problemas todas as cidades têm, mas o que vem acontecendo com nossos empresários, seja no tocante a segurança pública ou com o próprio fornecimento da energia elétrica, é inaceitável. A gente se reuniu com a intenção de termos uma solução dessas questões e atenção dos poderes públicos envolvidos, Prefeitura e Estado”, disse.

Ainda segundo Minatti, as medidas tomadas referentes às frequentes quedas na energia elétrica será a elaboração de um dossiê contendo informações sobre os danos e prejuízos causados pelas interrupções. “Com esses dados a gente pensa até mesmo em levar ao conhecimento do Ministério Público. Mas até lá, vamos primeiramente dialogar com os responsáveis, assim como a agência reguladora, a Aneel, para ver o que pode ser feito nesse caso”, comentou.

O que diz a Copel

Sobre as oscilações e interrupções no fornecimento de energia elétrica, o Jornal União buscou um parecer da Copel. Por meio de nota a companhia justificou o seguinte: “Com relação às interrupções no fornecimento de energia elétrica, conforme ratificado na reunião, a influência de um ciclone extratropical entre os dias 12 e 13 de Julho de 2023 causou enormes transtornos em toda região Sul, incluindo o estado do Paraná, chegando a um pico de 160 mil unidades consumidoras sem luz na região Leste do Estado. A manutenção e construção das redes após o evento exigiram a mobilização não só de todo o contingente de trabalhadores da região, como de reforços vindos de outras localidades.
Já sobre as interrupções momentâneas, que se chamam coloquialmente de ‘oscilações’, a Copel esclarece que elas ocorrem devido a dispositivos de automação da rede a fim de evitar a falta prolongada de energia elétria. Rotineiramente são realizadas inspeções visando identificar as fontes de intervenções indevidas na rede e mitigá-las”, diz a nota.

Presenças
Das autoridades públicas presentes estavam o secretário de Ordem Pública e Segurança, Jefferson Cordeiro da Rosa; o secretário de Indústria e Comércio, Veníncio Ferreira; o subinspetor da Guarda Municipal, José Porfírio e o cabo da PM, Mattos.

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