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Projeto Morar Bem capacita mulheres para reformarem suas próprias casas

O Projeto Morar Bem – Madre está promovendo a capacitação de moradoras de Rio Branco do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, para realizar reformas em suas próprias casas. As oficinas de construção civil são direcionadas a mulheres que vivem em Pinheiros, uma área vulnerável a desastres ambientais no bairro Madre, que inspirou o nome do projeto. Nessa região, há 159 residências e uma população de 608 pessoas, sendo a maioria composta por mulheres.

As oficinas ministradas no projeto visam capacitar até 20 mulheres para realizar pequenos reparos e manutenções. A expectativa é beneficiar diretamente 72 pessoas. Até o momento, mais de 25 mulheres já participaram do projeto, que é uma parceria entre a Ambiens Sociedade Cooperativa, o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil e a prefeitura de Rio Branco do Sul.

O Projeto Morar Bem iniciou-se em janeiro e conta com duas fases: a teórica e a prática. Ele é desenvolvido em três etapas, sendo a primeira realizada no início do ano, com a mobilização, inscrição e vistoria das residências. A segunda etapa ocorreu em março, com a capacitação teórica e o levantamento e diagnóstico das moradias.

Em abril, teve início a terceira e última parte do projeto, a fase prática, que envolve pequenas e grandes obras. O projeto será concluído em outubro, quando as participantes receberão diplomas de conclusão do curso em uma cerimônia de formatura.

A região de Pinheiros, onde o projeto está sendo implementado, é uma ocupação, mas para os envolvidos no projeto, ela merece intervenções que minimizem os riscos locais. “O projeto busca oferecer um pouco mais de dignidade para as pessoas que precisam continuar vivendo aqui”, afirma Adriane Nunes Ferreira, coordenadora do projeto e presidente da Ambiens.

“Até o projeto chegar aqui, eu achava que só sabia cuidar dos filhos e da casa”, diz Rosângela Cordeiros dos Santos, de 28 anos, mãe de três filhos. “Hoje, depois de aprender tudo o que aprendi, é como se um novo livro tivesse sido aberto para mim, e eu passasse a escrever outra história de vida.”

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