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Um estudo realizado pelo pesquisador Christovam Barcellos, do Observatório de Clima e Saúde do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), revelou que a dengue está se disseminando para as regiões Sul e Centro-Oeste do Brasil, onde antes não era tão comum.

De acordo com Barcellos, o estudo identificou uma coincidência entre os mapas de ondas de calor que afetavam o Cerrado desde 2023 e as anomalias de temperatura, quando comparadas às áreas de maior incidência da dengue em 2023 e neste ano.

O pesquisador explicou que houve um aumento significativo das ondas de calor na região central do país, especialmente no Cerrado, abrangendo o oeste dos estados de Santa Catarina, Paraná e São Paulo, além dos estados de Goiás, Rio Grande do Sul e grande parte de Minas Gerais.

Segundo Barcellos, essas áreas, que antes não tinham uma alta incidência da doença, agora estão registrando um aumento considerável nos casos de dengue devido às condições climáticas favoráveis à proliferação do mosquito transmissor.

Além das condições climáticas extremas, como secas e inundações, a região também está enfrentando degradação ambiental, especialmente no Cerrado, com desmatamento, queimadas e conversão de florestas em áreas de pastagem.

O estudo serve como um alerta para essas regiões, indicando a necessidade de ações preventivas e de combate mais eficazes por parte das autoridades governamentais. Segundo Barcellos, é essencial uma maior articulação entre o governo federal, os governos estaduais e as prefeituras, além do uso de tecnologia, como drones, para monitorar e combater os focos do mosquito transmissor da dengue.

O pesquisador também ressaltou a importância de uma cooperação internacional, como a mantida com o Centro de Supercomputação de Barcelona, para desenvolver métodos mais eficazes de prevenção e controle da doença.

O estudo, publicado no portal Scientific Reports, da revista Nature, contou também com a contribuição dos pesquisadores Vanderlei Matos, do Observatório de Clima e Saúde do Icict/Fiocruz; e Rachel Lowe e Raquel Martins Lana, do Centro de Supercomputação de Barcelona.

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