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Jovem de Tunas do Paraná é selecionado para pós-graduação em música dos EUA

Aluno de ensino público paranaense até a graduação no ensino superior, Mario Henrique Rasoto Batista, da área rural de Tunas do Paraná, é um exemplo da transformação social que as políticas públicas podem promover. Ele é bacharel em Música pela Universidade Estadual do Paraná (Unespar) e viajou para os Estados Unidos para cursar mestrado em música na Universidade da Dakota do Norte, que é referência na área.

Ele tem 23 anos e é filho de pequenos produtores rurais. O primeiro contato com a música ocorreu por meio do projeto sociocultural Cordas do Iguaçu há dez anos, o que despertou a vontade de estudar e se especializar na área e onde virou até professor. Formado em 2021 na instituição de ensino superior estadual, o músico se especializou em viola, instrumento que se tornou um ferramenta de trabalho, e depois voltou a contar com apoio da universidade para carimbar o passaporte.

“Em 2013, quando ingressei no projeto, assisti o professor tocar viola eu gostei muito, foi realmente amor à primeira vista. É algo bem incomum porque a maioria inicia no violino e depois de anos passa para a viola. Fui direto para a viola com 13 anos na época”, conta.

Durante os três anos do ensino médio, cursados no Colégio Estadual do Paraná (CEP), ele atuou como músico convidado na Orquestra Sinfônica da Unespar e retornava à Tunas aos finais de semana para seguir estudando música no projeto. Pouco depois engatou passagens pela Orquestra Sinfônica de Ponta Grossa, Orquestra Filarmônica da Universidade Federal do Paraná e obteve aprovação, também, para atuar na Sinfônica Heliópolis, em São Paulo, mas o projeto foi interrompido em razão da pandemia.

Além disso, nesse período de formação, se apresentou em shows com Fagner, Elba Ramalho, Alceu Valença, Ivan Lins e Daniel, entre outros.

Unespar na base

A grande chance da vida de Mario apareceu em 2022, quando a Unespar voltou para a sua vida. Ele integrou o grupo de Cordas do Iguaçu que fez uma turnê pela França e conheceu o músico e professor Alejandro Drago, referência mundial na área.

“O professor é um grande violinista. Eu pedi para fazer uma aula com ele, e depois de me apresentar ele sugeriu que eu tentasse o mestrado, isso em agosto do ano passado. Desde então, eu comecei a me preparar, melhorar meu inglês, me aprimorar para chegar a um nível, e também para realizar as provas de ingresso no programa de pesquisa”, lembra.

Além de estudar a língua estrangeira para a prova, foi necessário aprimorar a técnica musical com a viola. Ele conta que o apoio da Unespar e dos professores foi fundamental neste processo.

“Eu estava estudando viola, a questão musical, e em janeiro deste ano eu gravei a segunda fase que foi a prova prática. Gravei na Unespar, com a professora Clenice Ortigara, professora de música de câmara muito renomada. A escolhi para ser minha pianista para acompanhar esse recital. Gravamos no auditório da Unespar e enviei para a universidade nos Estados Unidos. Depois disso foi aguardar”, complementa Mario.

A professora Clenice acompanha a trajetória do músico mesmo antes do acesso à universidade. “Durante alguns anos, até mesmo anos antes de ele se tornar aluno da universidade, eu já o conhecia, dos projetos. Sempre muito atento e responsável com o seu instrumento e com o estudo com o seu instrumento, que é pouco conhecido popularmente”, afirma.

A docente comenta que auxiliar estudantes nesses processos de seleção é uma atividade especial e que proporciona ampliar a imagem da instituição. “Ao longo desses 13 anos de docência tive vários alunos que foram premiados em concursos nacionais, a nossa Unespar tendo uma projeção no País”, complementa.

Graduação em música

Ofertado pela Unespar, o Curso Superior de Instrumento é um bacharelado na área de música ofertado em Curitiba. Os estudantes são acompanhados de forma individualizada pelos docentes para que a formação seja completa.

A graduação de quatro anos proporciona atuação ampla do egresso. “O objetivo da graduação em música é possibilitar a esse discente a melhor preparação e servir de ponte para a pós-graduação, para o mestrado. Ao final do período de estudo o aluno tem a possibilidade de prestar provas mais difíceis, seja para o mercado de trabalho, como tocar em orquestras ou em grupos variados ou ser professor”, finaliza a docente.

Foto: SETIM.

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