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Cesta básica de Curitiba encerra novembro com aumento de 1,25%

No mês de novembro de 2023, os alimentos básicos em Curitiba registraram um aumento de 1,25%, em comparação com outubro, totalizando R$ 683,44 para os 13 itens da cesta básica. Esse aumento representou a quinta maior alta entre 17 cidades analisadas. Em relação a novembro de 2022, houve uma redução de 3,72%, e nos primeiros onze meses do ano, a queda acumulada foi de 2,18%.

Durante o período entre outubro e novembro de 2023, sete produtos apresentaram aumento nos preços médios: batata (15,15%), banana (5,20%), açúcar refinado (2,75%), feijão preto (2,47%), café (2,13%), carne bovina de primeira (1,87%) e arroz parboilizado (1,01%). Em contrapartida, ocorreu uma redução nos valores médios do tomate (-3,96%), óleo de soja (-2,10%), leite integral (-1,90%), farinha de trigo (-1,52%), manteiga (-1,23%) e pão francês (-0,21%).

Considerando o acumulado do ano (nov/2023 / dez/2022), oito produtos apresentaram queda nos preços médios, destacando-se o óleo de soja (-35,70%), café (-13,13%), farinha de trigo (-11,80%), batata (-8,69%), leite integral (-8,20%), banana (-5,06%), carne bovina de primeira (-4,41%) e manteiga (-2,57%). Por outro lado, ocorreram aumentos nos preços do arroz parboilizado (15,01%), açúcar refinado (10,89%), tomate (8,43%), feijão preto (6,83%) e pão francês (3,72%).

Em uma análise de 12 meses (nov/2023 / nov/2022), o custo da cesta básica diminuiu em oito dos 13 produtos, com quedas mais expressivas em itens como óleo de soja (-35,45%), batata (-15,27%), café (-13,54%), banana (-12,64%), farinha de trigo (-11,92%), leite integral (-9,81%), carne bovina de primeira (-6,65%) e manteiga (-3,94%). As maiores altas foram registradas no arroz parboilizado (23,27%), tomate (13,20%), feijão preto (10,18%), açúcar refinado (7,69%) e pão francês (4,17%).

Em novembro de 2023, um trabalhador curitibano remunerado pelo salário-mínimo dedicou 113 horas e 55 minutos de sua jornada mensal para adquirir os produtos essenciais da cesta básica. Comparando com dezembro de 2022 (126 horas e 49 minutos) e novembro de 2022 (128 horas e 51 minutos), houve uma redução significativa no tempo necessário para a aquisição dos itens básicos.

Ao relacionar o custo da cesta com o salário-mínimo líquido, ou seja, após os descontos referentes à Previdência Social, observa-se que em outubro de 2023, o percentual foi de 55,97%, enquanto em dezembro de 2022 foi de 62,32%, e em novembro de 2022, de 63,32%.

A tendência de aumento nos preços dos alimentos básicos foi verificada em nove das 17 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). As maiores altas foram registradas em Brasília (3,06%), Goiânia (1,97%) e Belo Horizonte (1,91%), enquanto as quedas mais expressivas ocorreram em Natal (-2,55%), Salvador (-2,17%), Fortaleza (-1,39%) e Campo Grande (-1,20%).

Em relação ao custo total da cesta básica, São Paulo liderou com R$ 749,28, seguida por Florianópolis (R$ 747,59), Porto Alegre (R$ 739,18) e Rio de Janeiro (R$ 728,27). Nas capitais do Norte e Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 516,76), João Pessoa (R$ 548,33) e Salvador (R$ 550,86).

Na comparação dos valores da cesta entre novembro de 2022 e novembro de 2023, 12 capitais apresentaram redução no preço médio, com destaque para Campo Grande (-8,63%), Belo Horizonte (-7,74%), Brasília (-6,27%) e Goiânia (-5,93%). Outras cinco cidades tiveram variações positivas: Salvador (0,03%), Natal (0,06%), Aracaju (0,94%), Fortaleza (1,47%) e Belém (1,74%).

Nos primeiros 11 meses de 2023, o custo da cesta básica diminuiu em todas as cidades, com taxas entre -9,33%, em Campo Grande, e -0,67%, em Belém.

Comportamento dos preços dos produtos da cesta básica em novembro de 2023:

  • Batata: Aumento na maioria das capitais do Centro-Sul, com exceção de Campo Grande (-5,68%). Redução acumulada em 12 meses em todas as cidades, destacando-se Belo Horizonte (-24,79%) e Brasília (-20,76%).
  • Arroz Agulhinha: Aumento em 16 capitais, com destaque para Aracaju (9,09%) e Goiânia (6,52%). Redução acumulada em 12 meses em todas as cidades, variando entre 9,53%, em Belém, e 36,52%, em Goiânia.
  • Açúcar: Aumento em 14 cidades, variando entre 0,18%, em Florianópolis, e 3,73%, em Fortaleza. Redução acumulada em 12 meses em Belém (-2,94%) e Campo Grande (-0,26%).
  • Carne Bovina de Primeira: Aumento em 13 capitais, destacando-se Brasília (3,67%) e São Paulo (3,19%). Redução acumulada em 12 meses em todas as cidades, com variações entre –12,65%, em Campo Grande, e -4,56%, em João Pessoa.
  • Tomate: Redução em 15 capitais, com destaque para Natal (-12,15%). Aumento acumulado em 12 meses em algumas cidades, como Aracaju (46,97%) e Fortaleza (45,53%).
  • Café em Pó: Redução em 14 cidades, variando entre -4,34%, em Vitória, e -0,38%, em Belém. Redução acumulada em 12 meses em todas as cidades, com destaque para Brasília (-19,57%) e Goiânia (-19,18%).
  • Leite Integral: Redução em 13 capitais, com destaque para Natal (-3,92%). Redução acumulada em 12 meses em quase todas as cidades, exceto Belém (2,70%).

Em resumo, o comportamento dos preços dos produtos da cesta básica em Curitiba reflete as tendências nacionais, com aumento em alguns itens e redução em outros, influenciados por fatores climáticos, oferta e demanda, e cenários internacionais e domésticos.

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