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Com o aumento das chuvas e a recorrência de altas temperaturas tem-se o ambiente ideal para o aumento da proliferação do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya. Essa combinação de fatores e casos já confirmados da doença no município de Quatro Barras vêm preocupando as equipes da Vigilância Ambiental, departamento inserido na Vigilância em Saúde.

Os profissionais monitoram os pacientes que tiveram confirmação de infecção pela Dengue e outros dois casos positivos para Chikungunya. Todas as confirmações de contágio da Dengue ocorreram em pessoas que haviam viajado para o litoral, onde se tem registro de proliferação das doenças. O que preocupa a Vigilância é que os casos confirmados para Chikungunya não haviam viajado para áreas de transmissão, o que torna possível que a doença tenha sido contraída no próprio município.

As amostras dos dois casos testados pela Secretaria de Saúde foram enviadas para o laboratório do Estado para confirmação. Mas, além do teste rápido positivo, os pacientes tiveram todos os sintomas da doença, que incluem febre alta, acima de 38º, de início abrupto, que geralmente dura de 2 a 7 dias; dores de cabeça; dores no corpo e articulações; além de prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos e manchas vermelhas na pele.

MEDIDAS – A Prefeitura de Quatro Barras vem intensificando o monitoramento de focos e a ocorrência de casos positivos das doenças. De acordo com o biomédico e responsável pela Vigilância Ambiental, Wellington Bernieri de Carvalho, duas Agentes de Endemias realizam vistorias semanais nas armadilhas instaladas em pontos estratégicos no município e visitas diárias nas residências para orientação, destruição de criadouros e pesquisas larvárias para análise em laboratório.

Estas medidas fazem parte do LIA – Levantamento de Índice Amostral, uma pesquisa que fornece dados da situação do município em relação à circulação do vetor do Aedes Aegypti no município. Ao mesmo tempo, as equipes monitoram regiões de moradia de pacientes infectados, estabelecendo um raio de análise para detectar novos criadouros.

Um trabalho também importante vem sendo realizado pelas Agentes Comunitárias de Saúde (ACS), com orientações aos moradores e detecção de possíveis focos nas residências.

ATENDIMENTO – Pessoas que apresentarem os sintomas da doença devem procurar atendimento médico na sua Unidade de Saúde de referência ou, conforme o horário, na UPA 24 horas. Após medicado, o paciente é encaminhado para o Departamento de Vigilância, para realização do teste rápido, o que permite agilizar o monitoramento das áreas mais suscetíveis de proliferação do mosquito.

Orientação é combater os focos do mosquito transmissor

O biomédico responsável pela Vigilância Ambiental disse que a preocupação do município é evitar surtos da doença e a proliferação dos vetores transmissíveis da Dengue, Zika e Chikungunya – doenças que podem gerar complicações especialmente para pessoas com comorbidades. Para isso, é necessário a cooperação de todos na eliminação de focos do mosquito.

Veja como é possível auxiliar neste combate:

  • Mantenha a caixa d’água sempre fechada;
    – Remova folhas, galhos e tudo que possa impedir a água de correr pelas calhas;
    – Não deixe a água da chuva acumulada sobre a laje;
    – Mantenha bem tampados tonéis e barris d’água;
    – Encha de areia até as bordas os pratinhos dos vasos de plantas;
    – Guarde garrafas sempre de cabeça para baixo;
    – Não deixe pneus com acúmulo de água;
    – Mantenhas as lixeiras bem fechadas. Não jogue lixo em terrenos baldios.

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

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